
LUBRIFICAÇÃO
O assunto "LUBRIFICAÇÃO", como apêndice
da manutenção, tem do ao longo dos anos, palco de polêmicas.
As razões para tal, são inúmeras. Desde o desconhecimento
por parte de ditos especialistas em manutenção, até
a razão principal, que é a falta de profisonais formados
numa cadeira específica sobre o assunto.
Isto posto, não nos cabe aqui polemizar mais ainda o assunto. O
intuito deste artigo, é apresentar as premissas bácas
dos "Princípios da Lubrificação ", numa
abordagem direta e objetiva.
ATRITO
O atrito, é a principal componente do desgaste mecânico.
Por definição, é a força de restência
ao movimento, e depende da natureza do material das peças em contato.
É representado pela letra grega u (mu).
O atrito é regido pelas seguintes leis:
1ª Lei - A força de atrito independe da área
de contato.
A explicação para esta lei, é que, apesar
de podermos contar com superfícies com acabamento polido, estas
se apresentam bastantes rugosas, quando aumentamos sua visualização
em 100, 300, 500 vezes ou mais. E o que efetivamente vai manter contato
entre superfícies, são as elevações destas
rugodades.
2ª Lei: O atrito é diretamente proporcional à
carga aplicada.
Esta segunda lei, evidencia ainda mais a primeira. Se nas
condições da Fig. 2, aplicarmos mais carga, haverá
uma conderável deformação das peças, fazendo
com que as rugodades que não se tocavam, venham a se tocar,
aumentando asm o atrito.
Conderando estas duas leis, concluímos que o controle do desgaste
das peças, leva em conderação a natureza deste
desgaste. Para tanto, devemos conhecer os principais fatos geradores
de desgaste dos equipamentos mais comumente utilizados nas empresas.
Uma clasficação resumida pode ser verificada abaixo:
- DESGASTE
Abrasão: Partículas abravas no lubrificante
(pó; areia);
Desalojamento: remoção de metal de um
ponto e sua depoção em outro;
Corrosão: contaminantes ácidos;
Endentação: penetração
de corpo estranho duro (cavacos metálicos, impurezas);
Erosão: endentação causada por
repetidos choques com pesadas sobrecargas;
Fragmentação: produzida por instalações
defeituosas;
Esfoliação: fadiga do metal devido a
esforços excesvos;
Estriamento: causado pela passagem de corrente elétrica;
Cavitação: devido ao colapso das bolhas
em um fluído.
CONCEITOS E OBJETIVOS DA LUBRIFICAÇÃO
A lubrificação é uma operação que
conste em introduzir uma substância
apropriada entre superfícies sólidas que estejam em contato
entre e que executam movimentos relativos. Essa substância
apropriada normalmente é um óleo ou uma graxa que impede
o contato direto entre as superfícies sólidas.
Quando recobertos por um lubrificante, os pontos de atrito das superfícies
sólidas fazem com que o atrito sólido seja substituído
pelo atrito fluido, ou seja, em atrito entre uma superfície sólida
e um fluido. Nessas condições, o desgaste entre as superfícies
será bastante reduzido.
Existem ainda outras duas maneiras de se minimizar o atrito: Ações
de projeto e melhorias na lubrificação.
Como ações de projeto, estamos conderando o estudo quando
do desenho do equipamento, observando-se as posbilidades que resultarão
em atrito, e consequentemente em desgaste, e a sua possível minimização
com a escolha do tipo de mancal, por exemplo, se de rolamento ou de
bucha, bem como a escolha dos materiais que comporão as partes
móveis e atritantes, de maneira a selecionar os menores coeficientes
de atrito, tanto quanto possível.
Outras maneira de minimizar o atrito, são as melhorias nos programas
e stemas de lubrificação.
Além dessa redução do atrito, outros objetivos
são alcançados com a lubrificação, se a
substância lubrificante for selecionada corretamente:
- menor dispação de energia na forma de calor;
- redução da temperatura, pois o lubrificante também
refrigera;
- redução da corrosão;
- redução de vibrações e ruídos;
- redução do desgaste.