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Produtos - LUBRIFICANTES INDUSTRIAIS

Lubrificantes Industriais -Funções Primárias e Secundárias

Os lubrificantes industriais, de acordo com sua natureza, compoção, aditivação, ou mesmo necesdade do ponto a ser lubrificado, podem ter diversas funções, principais e secundárias.

Para não entrarmos muito nos méritos específicos da questão, passaremos a apresentar algumas destas funções.

Funções Primárias dos lubrificantes industriais

São as funções ditas principais, ou seja, aquelas mais intimamente ligadas à operação de movimento das máquinas e equipamentos. Podemos citar:

Controle do Atrito - Esta atividade é desempenhada pela característica de oleodade do lubrificante, e é função direta da perfeita escolha do grau de viscodade. Dependendo do equipamento e das condições, será desempenhada por óleo ou graxa.

Controle do Desgaste - É função específica do aditivos Anti-desgaste (comumente chamado de AW- Anti-Wear) e Extrema-pressão (EP). São óleos ou graxas selecionados à partir do conhecimento de uma tuação de atrito mais intensa, ou carga e choques elevados.

Controle da Temperatura - Característica típica dos óleos, pois estes possuem grande capacidade de troca térmica, e permitem, em quantidades e/ou regimes de fluxo calculados, resfriar partes móveis que venham a ter aquecimento em função dos movimentos atritantes. As graxas, por possuírem baixa capacidade de troca térmica, não se prestam a este fim.

Controle da Corrosão e da Ferrugem - A corrosão (ataque químico de ácidos ou álcalis) e a ferrugem (ataque por reação de oxi-redução entre oxigênio e compostos ferrosos, quando em presença de umidade) são altamente danosos aos equipamentos. E é função de óleos e graxas, aditivados com elementos anti-oxidantes e anti-ferruginosos, neutralizar estas reações.

Funções Secundárias dos lubrificantes industriais

São funções agregadas, sem ligação íntima com a natureza dos movimentos atritantes. São elas:

Transmissão de Força - caso específico dos óleos hidráulicos, onde sua função principal é a de multiplicação de força para execução de movimentos.

Vedação - Função secundária desempenhada pelas graxas, que permitem a formação de um anel que veda, e dificulta a entrada de materiais contaminantes.

Remoção de Contaminantes - Os contaminantes são agregados ao lubrificante, e removidos no momento da troca.
4. Amortecimento de choques - Caso de óleos em amortecedores

Amortecimento de choques - Caso de óleos em amortecedores

LUBRIFICANTES ESPECIAIS

Características dos Lubrificantes Especiais

Os lubrificantes especiais, são submetidos a ensaios fícos padronizados que, além de controlarem a qualidade do produto, servem como parâmetros para os usuários.

Os principais ensaios fícos padronizados para os lubrificantes especiais encontram-se resumidos conforme abaixo:

Viscosidade

É a principal propriedade fíca de óleos lubrificantes. A viscodade está relacionada com o atrito entre as moléculas do fluido, podendo ser definida como a restência ao escoamento que os fluidos apresentam sob influência da gravidade ( viscodade cinemática).

Viscodade absoluta , ou viscodade dinâmica, é o produto da viscodade cinemática pela dendade.A viscodade é inversamente proporcional a temperatura, o ensaio é realizado em aparelhos denominados viscosímetros, os mais utilizados são o Saybolt, Engler , Redwood, e o Ostwald.

Índice de viscodade (IV)

É um número empírico que indica o grau de mudança da viscodade de um óleo a uma dada temperatura. Alto IV gnifica pequenas mudanças na viscodade com a temperatura, enquanto baixo IV reflete grande mudança com a temperatura.Os óleo minerais parafinicos são os que apresentam menor variação da viscodade quando varia a temperatura, por isso possuem índices de viscodades mais elevados que os naftenicos

Ponto de Fulgor(flash point)

Ponto de fulgor ou lampejo é a temperatura em que o óleo, quando aquecido em aparelho adequado, desprende os primeiros vapores que só inflamam momentaneamente ( lampejo) ao contato de uma chama.O ponto de fulgor é um dado importante quando se lida com lubrificantes especiais que trabalham a altas temperaturas.

Ponto de fluidez

Ponto de fluidez é a menor temperatura, expressa em múltiplos de 3°C, na qual a amostra ainda flui, quando resfriada e observada sob condições determinadas.O ponto de mínima fluidez é um dado importante quando se lida com lubrificantes especiais que trabalham com óleos em baixas temperaturas.

Água por destilação

Determina a porcentagem de água presente em uma atmosfera de óleo.

Água e sedimentos

Por esse método, podemos determinar o teor de partículas insolúveis contidas numa amostra de óleo, somadas com a quantidade de água presente nesta mesma amostra.

Número de neutralização

Este teste determina a quantidade e o caráter ácido ou báco dos produtos.
As características ácidas ou bácas dependem da natureza do produto , do conteúdo de aditivos , do processo de refinação e da deterioração em serviço.

Demulbilidade

Demulbilidade é a capacidade que possuem os óleos de se separarem da água.

Diluição

Nos dá a percentagem de combustível que se apresenta como contaminante numa amostra de óleo lubrificante.

Espectroscopia

Trata-se de uma técnica amplamente utilizada na determinação qualitativa e quantitativa de metais em lubrificantes especiais.Os elementos metálicos podem ser provenientes da aditivação ( melhoradores de performance) e/ou de desgaste.Atualmente há equipamentos que podem determinar a concentração em parte por milhão ( ppm) de 20 elementos multaneamente.

Os principais tipos de espectrometros usados são: absorção atômica , espectrometro de emissão atômica,plasma, raios-X e fluorescência, todos apresentam vantagens e desvantagens na sua utilização, daí as empresas optarem por aquele que melhor atende as expectativas definidas no atendimento de seus clientes.

Dendade Relativa

Relaçao entre a dendade do óleo a 20º C e a dendade da água a 4ºC ou a relação entre a dendade do óleo a 60º F e a dendade da água a 60º F.

Infravermelho - transformada de Fourier

A espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier é uma técnica que está sendo aceita como um método rápido que permite quantificar: oxidação, nitração, fuligem, sulfatação, água, diluição por combustível,contaminação por glicol e depleção de aditivos.

Tipos de lubrificantes

Os lubrificantes podem ser gasosos como o ar; líquidos como os óleos em
geral; semi-sólidos como as graxas e sólidos como a grafita, bissulfeto, (podem ser utilizados sozinhos, mas normalmente, estão associados a óleos ou graxas) talco e a mica etc.

Contudo, os lubrificantes mais práticos e de uso diário são os líquidos
e os semi-sólidos, isto é, os óleos e as graxas.

TIPOS DE ÓLEOS LUBRIFICANTES

O óleo lubrificante pode ser formulado somente com óleos bácos ( óleo mineral puro) ou agregados e aditivos. Inicialmente a lubrificação era feita com óleo mineral puro até a descoberta do aditivo.

Esta palavra às vezes é confundida pelo usuário. Quando se fala em aditivo o consumidor associa-o tão somente com os produtos comercializados em postos de serviço, e utilizados diretamente nos combustíveis (álcool, gasolina e diesel).

O aditivo que vamos citar aqui é utilizado na formulação do óleo lubrificante. O tratamento percentual recomendado pelos supridores de aditivos pode variar em média de 0,25 a 28% em volume. O óleo báco, por ser um dos principais componentes do lubrificante, apresenta elevado índice de influência na performance do mesmo. As características do óleo báco utilizado no lubrificante são provenientes, entre outros, de dois importantes fatores:

- ESCOLHA DO CRU

- PROCESSO DE REFINAÇÂO

Podemos agrupar as características do óleo cru através dos tipos ( estruturas) e propriedades. Asm sendo encontramos os tipos saturados com cadeias lineares, ramificadas, cíclicas e os aromáticas. Os óleos bácos do tipo saturado com cadeias lineares ou ramificadas são denominados PARAFÌNICOS.

Os de cadeias cíclicas são chamados NAFTÊNICOS.

Os parafínicos predominam na formulação dos óleos lubrificantes devido a sua maior estabilidade a oxidação,já os naftênicos, são mais aplicados em condições de baixa temperatura. Os óleos bácos naftênicos, além de possuir uma menor faixa de uso, se comparado com os parafínicos, vem apresentando ultimamente pequena e decrescente disponibilidade no mercado, devido a escassez no mundo, das fontes de origem ( tipo de cru). O óleo ntético começou a ser usado na compoção de lubrificantes, em aplicações nobres e específicas que exijam do lubrificante características especiais.

Entre as propriedades dos óleos bácos destacam-se o índice de viscodade e o ponto de fluidez. Existem também os heteroatômicos, cuja cadeia, além de apresentar o carbono e hidrogênio, apresentam outros tipos de átomos como o enxofre, nitrogênio são indesejáveis na compoção dos óleos, ao contrário dos componentes de enxofre, que são benefícios por proporcionar restência a oxidação.

Para obtenção do óleo báco, o cru sofre uma série de tratamentos entre os quais destacam-se a destilação atmosférica, destilação a vácuo, extração por solvente, desparafinização e hidroacabamento.

A destilação atmosférica e a vácuo constam dos processos de separação. A destilação atmosférica remove as frações leves e a destilação a vácuo separa as frações pesadas.

A capacidade de oxidação e formação de depótos de um óleo lubrificante estão relacionados com a compoção do óleo báco.

As propriedades dos óleos bácos podem ser melhoradas através da aplicação de aditivos.

Estes produtos são químicos produzidos para proporcionar e/ou reforçar no óleo báco características fícoquímicas desejáveis e eliminar e/ou diminuir os efeitos de algumas características indesejáveis a lubrificação.
A adição de aditivos aos óleos bácos deve-se ao avanço tecnológico dos equipamentos que passaram a requerer uma evolução também na lubrificação . O óleo mineral puro tornou-se insuficiente para lubrificar máquinas mais sofisticadas.


Os aditivos proporcionaram aos lubrificantes características, tais como:

- Dispersância
- Detergência Inibidora
- Antidesgaste
- Antioxidante
- Anticorrova
- Antiespumante
- Modificar a Viscodade
- Emulonar
- Abaixar o Ponto de Fluidez
- Adevidade
- Pasvadores
- Outros

Os aditivos que proporcionam as características mencionadas acima, dependendo da necesdade, podem ser aplicados individualmente ou em conjunto ao óleo báco.


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